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sexta-feira, janeiro 23, 2004

Mahnamahna Tu tuuu tururu 

Para resolução imediata e garantida de qualquer tipo de patologia associada ao stress diário, é favor ingerir, em doses moderadas, isto
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quarta-feira, janeiro 21, 2004

Procura-se 

Então, o que é que aconteceu ao relato das aventuras de Kirov, o grande? Logo agora que iam aparecer ramificações (ele não estava sozinho na mesa do café) …
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segunda-feira, janeiro 12, 2004

Abaixo os matrecos XXXVIII - A decadência 

E com um andar arrastado aproximam-se das mesas...
Olhar esgazeado... toldado pelos litros de álcool entornados em goladas sôfregas, como se o mundo fosse acabar nos próximos segundos...
Nos lábios um sorriso lúgubre... sinistro... desenhado pelas nuvens de fumo aspiradas num recôndito canto ou numa ida à "caixa de Multibanco"...
Começam com uma abordagem aparentemente gentil... «E quê?... Tá tudo?... Tens lume?»
Está sempre tudo bem, temos sempre lume e temos também a certeza que não é esta a verdadeira razão desta pergunta... não, não existe inocência nesta subtileza.
«Olha... não me desenrascas aí... anda lá... eu preciso... é só uma moedinha».
«Ah, praga maldita... Onde andam os que te podiam ajudar meu jovem???...», pensamos nós com os nossos botões...
Olham de soslaio para as outras pessoas sentadas nas mesas mais próximas...
«Ouve... amigo... desenrasca-me aí... é para uma cadeira de rodas para a minha tia-avô... está com uma bronco-pneumonia e não consegue ouvir... é só uma moeda.... eu pago-te».
As pessoas, inquietas olham para o dono do estabelecimento...
Este baixa os olhos... As contas são mais importantes do que a decadência de uma geração!
Novo ataque...
«Dassss... eu sei que tenho um problema e estou a tentar curar-me... eu estou a tentar... mas vocês, seus hipócritas... não me ajudam... eu só preciso de uma moeda... uma só...»
O dono sai detrás do balcão... aproxima-se do "enfermo" e diz: «Então não sabe que horas são?»
O café pára, fica suspenso, pronto para assistir a um confronto que não é novo e que todos os dias faz vítimas...
«Ó senhor Joaquim... ande lá... é só uma moedinha... é a última...»
«Não já disse que não...»
E de repente a explosão... «Dassss é só uma moedinha... o jogo está empatado e não pode ficar assim ... eu só quero uma moeda de 20 cêntimos para aniquilar de vez aqueles ursos que nos estão a humilhar... a gente não faz barulho... ande lá senhor Joaquim... ó senhor Joaquim... dassss... óraispartóhomemqueélixado!!!!»
«Não são horas para jogar matrecos! E não vale a pena insistir!!!»
E quando pensamos que tudo se resolve com esta peremptória afirmação de poder, quando pensamos que este confronto desigual está definitivamente sanado, eis que a mais deplorável manifestação de força surge, escamoteada na forma de... birra!
«óandeláósenhorJoaquimtambémjogaésóumamoedinhaandeláandeláandelándelá...»
E para nossa estupefacção o outro aceita o repto... deixa-se embalar nesta vaga viciosa... nesta luxuria barulhenta que destroi os tímpanos de quem só quer... enfim... ouvir quem está sentado à nossa frente!
Tchhhh... o ser humano rebaixa-se... o ser humano deixa-se levar pelos vícios... O ser humano convence o outro a jogar...
O ser humano já está outra vez a gritar golo e a matraquear duas barras de ferro contra um pedaço de madeira... Viva o ser humano...
Viva!
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